Abrimos um dos pacotes de Oxalidaceae. Material montado, e com carimbo do Queensland Herbarium (BRI). Seria um empréstimo? Não achamos registro do mesmo. Escrevermos para o curador. Ele encontrou o registro do empréstimo. O material foi enviado para o Dr. George Eiten em janeiro de 1960, quando este ainda se encontrava no herbário SP, e trazido para Brasília!
Foto: Etiquetas de determinação de Oxalidaceae impressas em Nova Iorque na década em 1950
Coleção científica de plantas secas principalmente do Bioma Cerrado.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
A nova sede do UB
O Herbário Universidade de Brasília, conhecido pela sigla UB, foi criado em 1963 juntamente com o Departamento de Botânica da Universidade de Brasília. Ao longo dos anos, ele firmou-se como referência nacional e internacional, sobretudo devido a sua rica coleção de plantas do bioma Cerrado.
São mais de 230.000 exsicatas no acervo principal que abrangem não somente as espécies de Cerrados como também espécies de outros biomas brasileiros e internacionais. Algas continentais, Briófitas, Asteraceae, Cyperaceae, Fabaceae, Malpighiaceae, Myrtaceae e Rubiaceae estão entre os táxons mais bem representados. O UB conta, ainda, com xiloteca, carpoteca, coleção de líquens e fungos, coleção fotográfica de tipos nomenclaturais, herbário comparativo e biblioteca. Conta ainda com cerca de 1.300 tipos, um número expressivo para um herbário de menos de 50 anos.
Até o ano de 2009 ele funcionou no Instituto Central de Ciências da UnB, o "Minhocão", no início do bloco A da Ala Sul, ao lado do Instituto de Psicologia. Em 2010, com a inauguração das novas instalações do Instituto de Ciências Biológicas, o UB passa a ocupar o térreo do bloco D, que, dependendo do ponto de vista, pode ser o prédio azul claro ou cinza.
Recém recuperados da mudança, estamos, no momento, triando a vasta coleção do professor George Eiten, nas antigas instalações!
Qual o estado das plantas?
O material processado até o momento equivale à metade do que está no ICC. Foi triado, etiquetado e identificado com um número de chamado em ordem alfa-numérico (A6, B6, etc.) ou ano de coleta e dígito (1967-1, 1967-2) e suas características listadas em tabela. São mais de 250 pacotes...
Acredita-se que há diferença entre o material do ICC Sul e o armazenado na FAL, mas os pacotes já triados podem ser enquadrados nestas categorias:
2% - material montado, tombado e etiquetado, emprestado de outras Instituições (principalmente Cyperaceae) tais como Jardim Botânico do Rio de Janeiro (herbário RB) e Embrapa Amazônia Oriental (herbário IAN). Este material será devolvido às Instituições de orígem.
26% - material sem etiquetas e apenas com números temporários da expedição de coleta. Acredita-se que grande parte do material na FAL esteja neste estado. As coletas são oriundas de DF, GO, MA, MG, MT, PA, PE, SP e TO no Brasil; há também coletas da Australia, Estados Unidos e Europa.
32% - material sem etiquetas, mas com numeração definitiva do Prof. George permitindo sua pronta elaboração; parte deve ser de duplicatas de material já incorporado no UB, outras são coletas do casal oriundas do seu período no herbário do Instituto Botânico de São Paulo (herbário SP) trazidas com este propósito, mas que, por falta de identificação, não chegaram a ser incluídas. Era costume do professor somente incluir na coleção as coletas para as quais já havia recebido uma identificação de especialista.
40% - material com etiquetas, montado ou não, sendo principalmente coletas do Prof. Eiten, mas também de outros coletores tais como Profa. Liene Eiten, Dr. Robert Goodland e alunos da UnB da década de 1960 como José Damião, Paulo Atayde, etc., e numerosas duplicatas de Cyperaceae e Oxalidaceae recebidos de outros herbários como doação (veja postagem "Valor científico").
Acredita-se que há diferença entre o material do ICC Sul e o armazenado na FAL, mas os pacotes já triados podem ser enquadrados nestas categorias:
2% - material montado, tombado e etiquetado, emprestado de outras Instituições (principalmente Cyperaceae) tais como Jardim Botânico do Rio de Janeiro (herbário RB) e Embrapa Amazônia Oriental (herbário IAN). Este material será devolvido às Instituições de orígem.
26% - material sem etiquetas e apenas com números temporários da expedição de coleta. Acredita-se que grande parte do material na FAL esteja neste estado. As coletas são oriundas de DF, GO, MA, MG, MT, PA, PE, SP e TO no Brasil; há também coletas da Australia, Estados Unidos e Europa.
32% - material sem etiquetas, mas com numeração definitiva do Prof. George permitindo sua pronta elaboração; parte deve ser de duplicatas de material já incorporado no UB, outras são coletas do casal oriundas do seu período no herbário do Instituto Botânico de São Paulo (herbário SP) trazidas com este propósito, mas que, por falta de identificação, não chegaram a ser incluídas. Era costume do professor somente incluir na coleção as coletas para as quais já havia recebido uma identificação de especialista.
40% - material com etiquetas, montado ou não, sendo principalmente coletas do Prof. Eiten, mas também de outros coletores tais como Profa. Liene Eiten, Dr. Robert Goodland e alunos da UnB da década de 1960 como José Damião, Paulo Atayde, etc., e numerosas duplicatas de Cyperaceae e Oxalidaceae recebidos de outros herbários como doação (veja postagem "Valor científico").
Quantas plantas são!?
Estima-se que as plantas totalizem aproximadamente 10.000 números de coleta e 30.000 amostras, dos quais ca. 30% estão no ICC Sul (material em triagem) e 70% na Fazenda Água Limpa.
Quem é quem do The Eiten Saga: Quinteto Elegante
Quinteto de professoras do quadro da UnB que estão participando da triagem: Dra. Cássia Beatriz Rodrigues Munhoz (curadora do herbário); Dra. Regina Célia de Oliveira (subcuradora); Dra. Carolyn Elinore Barnes Proença (professora); Dra. Lucia Helena Soares-Silva (professora); Dra. Maria das Graças Machado de Souza (professora).
Quem é quem do The Eiten Saga
Outros importantíssimos colaboradores: a estagiária bióloga Lívia Pinho Lopes (triagem física e registro fotográfico das Cyperaceae do UB). Os estagiários alunos : Vitor Batista Carneiro de Albuquerque, Luiz Ricardo Viana Melo, Daniela Nunes Soares Costa, João Lucas Franco de Lemos, Drielle - desculpe, Drielle, não sei seu sobrenome! A aluna de agronomia e bolsista do INCT Virtual de Plantas e Fungos Clarissa Izetti de Mendonça está colaborando com o registro fotográfico de todas as Cyperaceae do UB, auxiliada por Lívia, Vítor e João Lucas.
A técnica em herbário Maria Josemília de Carvalho Miranda participa do suporte e dos bastidores (informatização de todas Oxalidaceae do UB para facilitar a triagem posterior desta família, uma das mais representadas entre o material, especialidade do Prof. George). Sua tarefa a seguir: informatizar todas as Cyperaceae do UB após seu registro fotográfico (especialidade da falecida Dra. Liene Eiten)!
Fotos: Profa. Regina Célia (ao fundo) e aluno João Lucas (de costas) na 2a. semana da triagem de agosto (25 de agosto de 2010)
Bióloga Lívia e Profa. Carol desembrulham uma espata de palmeira na Sala de Triagem na 8a. semana (29 de setembro de 2010)
A técnica em herbário Maria Josemília de Carvalho Miranda participa do suporte e dos bastidores (informatização de todas Oxalidaceae do UB para facilitar a triagem posterior desta família, uma das mais representadas entre o material, especialidade do Prof. George). Sua tarefa a seguir: informatizar todas as Cyperaceae do UB após seu registro fotográfico (especialidade da falecida Dra. Liene Eiten)!
Fotos: Profa. Regina Célia (ao fundo) e aluno João Lucas (de costas) na 2a. semana da triagem de agosto (25 de agosto de 2010)
Bióloga Lívia e Profa. Carol desembrulham uma espata de palmeira na Sala de Triagem na 8a. semana (29 de setembro de 2010)
The Eiten Saga
Blog criado para acompanhar a tarefa hercúlea de triar, processar, e incorporar o material coletado pelo professor emérito da UnB Dr. George Eiten e de sua esposa, também botânica, Liene Teixeira Eiten.
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